Quinta-feira, 19.08.10

Querido diário:

 

Há imenso tempo que não escrevia aqui. As férias surgiram na altura certa, contudo os dias foram passando e tal como na altura das férias da Páscoa ou do Natal surge... Não sei a palavra certa... Nostalgia... Hum, não. Desânimo...Talvez.  Desejava imenso entrar na universidade e finalmente em 2009 consegui. Os primeiros meses foram o auge, uma alegria, uma satifação total. Depois acalmei, passou aquela fase de euforia, não podia ficar feliz para sempre. Os meses meses passaram, as notas não foram muitos más e só deixei uma cadeira para trás.

 

Mas agora nas férias de Verão parece que estagnei. Por um lado fantasio com o regresso à universidade, penso como será rever os colegas e poder "ajudar" a praxar os caloiros. Por outro sinto que não aproveitei as férias como esperava e para variar tenho os horários de sono trocados, por vezes tenho dificuldade a adormecer e estou viciada nos canais de tv cabo. Quando chega a altuira de dormir penso que não fiz nada de útil. Passo a vida a soprar, pois aborreço-me com facilidade. Quero voltar a sentir como nos meses de Setembro e Outubro. Quero encontrar novos objectivos, fazer o que mais gosto, porque sinceramente é isto que me faz falta. Entrei na universidade e bum... atingi o extase da minha vida. E os meus objectivos acabam?

 

Não, não. Isto é apenas o começo. E que tal subir as notas? Melhorar a minha área de trabalho? Aproveitar as férias? Reduzir a lista de programas de tv que acompanho? Escrever neste blog que "abandonaste"?

 

Beijos,

Uma Rapariga... Decidida.

 

Sim, porque falar é fácil e fazer é outra conversa.


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publicado por uma rapariga... às 22:00 | link do post | comentar

Quinta-feira, 10.06.10

Querido diário:

 

As aulas estão a chegar à recta final, as férias estão mesmo, mesmo à porta, os trabalhos, as frequências e as apresentações acumulam-se. Quando chegam as últimas semanas é a loucura total, tanto para fazer e pouco tempo, sem saber como gerir tudo. Isto apesar de desde o inicio do ano lectiovo lectivo algumas datas já estarem marcadas.

 

Na segunda-feira já tinha anoitecido e estava eu na biblioteca a acabar um trabalho. Felizmente tinha começado a fazer alguma coisa um mês antes, mas tudo a passo de caracol, com poucos progressos. Com isto tudo ainda faltavam algumas informações. O trabalho não era para entregar no dia seguinte (alelulia!) só queria despachar aquilo para ficar descansada e não ter a pressão do tempo. Ainda assim já começava a senti-la.

Confesso que não estava a saltar de alegria por ir para a biblioteca pesquisar e confirmar referências bibliogr´+aficas bibliográficas. Até foi bom ter ido. A minha colega de casa só chegava dias mais tarde. Estava a ficar maluca devido à privação de conversas e companhia.

 

E fiquei bem acompanhada enquanto fazia o trabalho e consultava livros. Dois rapazes dividiam a mesa comigo. Não perguntaram se podiam, mas também não me importei. Um deles era muito giro, estavam a estudar matemática, geometria ou lá o que era. Quando colocou os óculos ficou engraçado,com um arzinho de marrão, por outro lado mais atraente.

 

Fomos periodicamente interrompidos pelo toque de telemóvel dos dois. Primeiro um, depois o outro. Da primeira vez olhei para fundo da biblioteca à procura de indício de uma senhora incomodada por terem pertubado o silêncio, mas nada.

 

Murmurei qualquer coisa.

 

- Estamos a incomodar, é? - Perguntou o rapaz.

- Não... - "Pelo contrário estou a adorar a companhia" . Respondi em pensamento.

  

Outra interropção. Rimos todos.

  

Dessa vez a senhora apareceu e pediu para ele atender lá fora.

  

De vez em quanto apareciam alguns colegas dos rapazes. Pareciam espantadados com tanta dedicação ao estudo. Enquanto discutiam a matéria com um, olhavam também para mim. O giraço sorriu para mim e eu quase que caía para o lado.

  

Depois cheguei à conclusão de que já não encontrava mais nada de importante nos livros. Arrumei as minhas coisas. Pensei se devia de despedir-me deles, tipo: "Adeus meninos. Bom estudo" ou simplesmente "Tchau".

 

Acabei por me ir embora sem dizer nada. (Mais tarde arrependi-me)

 

Tinha enviado uma mensagem à "Filipa" a contar que estava um rapaz giro estava na mesma mesa que eu, a estudar com um colega.

 

Mais tarde, à saída da biblioteca recebi um SMS dela:

 

"Sua Cabra... Pois agora já tou a ver o porquê de tanto atraso nos estudos. ANDAS A OLHAR PARA ONDE NÃO DEVES... " 

 

Minutos depois recebo uma segunda SMS:

 

"Ui, se fosse comigo piscava-lhe o olho e convidava-o para sair esta noite... Ah, ah tava a brincar, aposto que te riste agora. :D"

 

 

:)

 

 

Beijos, Uma Rapariga....

 


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publicado por uma rapariga... às 10:49 | link do post | comentar | ver comentários (5)

Sábado, 04.04.09

Querido diário:

 

Ontem ia-me dando uma coisinha má. Fui informar-me melhor das candidaturas, dos contingentes especiais, etc... Quando a senhora me perguntou se já me tionha tinha inscrito para os exames nacionais, eu respondi que não e ela me disse que o prazo para a 1ª fase já tinha passado... (Foi no mês passado) Passei-me!

 

"- O Quê?!" Encostei-me à cadeira, pousei as mãos na mesa, senti a minha cara a ferver, provavelmente fiquei com a cara vermelha e mudei de cor como um semáforo; o mundo a acabar, a minha vida a andar para trás, só me apetecia estourar os miolos (não literalmente) e chorar. Só nesse momento é que apercebi da importância que eu dava aos exames e como me sentia perdida sem concretizar esse sonho de ir para a universidade.

 

Não sei como controlei-me e continuei a falar "calmamente" com a senhora que ficou espantada e incrédula: "Como é que deixou passar isto ao lado ?" Perguntou ela. Nem eu sei explicar, esqueci-me completamente da inscrição só pensava que os exames seriam depois das aulas acabarem e passou-me ao lado esse "pequeno"/grande pormenor que faz toda a diferença. 

 

Com as aulas, o código, as saídas, nunca mais me dei conta de tudo isso. Um susto do caraças... para não esquecer ! O que vale é que nem tudo está perdido e ainda posso inscrever-me na 2ª fase dos exames.                                                       

 

Enfim, era só para desabafar.

 

Beijos, Uma Rapariga... completamente passada!!! =/ (Fogo, ainda nem acredito!)

 

P.S: Se eu não tivesse ido falar com a senhora nem sei quando é que eu ia dar pelo meu esquecimento.                                            


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publicado por uma rapariga... às 17:14 | link do post | comentar | ver comentários (14)

Quinta-feira, 12.02.09

Querido diário:

 

Quando atingimos os 18 anos somos considerados adultos, mas nessa idade ainda somos demasiado imaturos até (pelo menos a maior parte das pessoas), apesar de perante a lei podermos fumar, conduzir, votar, movimentar a própria conta bancária, ter a nossa própria independência, tec etc... A maioria por vezes nem precisa de esperar pelos 18 para fazer estas coisas, mas isso agora não interessa. O ser adulto penso que é sobretudo psicológico : saber o que queremos, desenrascar-nos sem a ajuda de alguém, cuidarmos de outras pessoas, respeitar-nos a nós próprio, sermos  responsáveis, termos o próprio dinheiro, espaço para viver e fonte de rendimento... E isso pode acontecer aos 18, 19, 20 ou 30 anos não está planeado a uma altura exacta, vai acontecendo aos poucos e varia de pessoa para pessoa.

 

Hoje mandei um SMS a uma amiga a perguntar como ela estava, a comentar o tempo e a dizer umparvoíces como o facto de ter encontrado um botão que tinha perdido de um casaco enquanto apanhava banhos de sol. Ela respondeu com uma gargalhada e disse que estava a caminho de uma entrevista de emprego. 

 

Sabes quando somos ainda crinaças crianças e estamos a brincar com os amigo(a)s a apnhada apanhada, vemos outro(a) amigo(a) a passar, perguntámos se quer brincar connosco e ele(a) responde que não pode, tem mais que fazer porque vai sair com o(a) namorado(a)? Foi nisso que pensei quando li a mensagem dela. Nesse episódio de infância em que nos apercebemos que aquela pessoa com quem brincávamos já não é uma criança nem está na mesma fase que nós. Achámos estranho essa pessoa achar mais interessante ir ter com o namorado(a) em vez de brincar à apanha que é na nossa opinião mil vezes mais fixe.

 

Senti-me infantil, confesso. Eu sem fazer nada, a falar de banalidades e ela a ir a uma entrevista.

 

Perguntei-me se um emprego me faria sentir mais "adulta", talvez sim. Podia ajudar a sentir alguma independência só que não o sentiria totalmente, devido ao facto de depender dos meus pais para outras coisas. Considero-me adulta? Não, nem por isso, tavez mais madura, mas adulta não.  Será que os crescidos que são casados ou já tem a própria vida pensem em si como adultos? Sim. Não. Talvez ainda se achem um pouco crianças como eu. O que é ser adulto? É relativo depende de pessoa para pessoa tal como a definição. Para alguns viver na mesma casa que os pais não significa que não sejam considerados adultos.

 

 

Definição do dicionário:

adulto, do Lat.  adultu; s. m. aquele que saiu da idade da adolescência e atingiu a maioridade; adj. que atingiu o seu pleno desenvolvimento; crescido; que alcançou a maturidade intelectual.

 

 

Beijos, Uma rapariga...

 

 


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publicado por uma rapariga... às 23:47 | link do post | comentar | ver comentários (8)

Sábado, 13.12.08

Querido diário:

 

Ontem aconteceu algo histórico. Não foi nada de especial ou importante para o mundo nem para a humanidade. Mas para mim sim. Estava no supermercado a fazer as compras. Quando olho para a zona da comida congelada e vejo-o. Um rapaz lindo, de cabelo castanho, espetado com gel. Não era qualquer um,  já o tinha visto na escola e no centro comercial. Assim que o vi o meu coração deu um salto e começou bombear sangue a mil à hora. Fiquei com um sorriso parvo.

 

Era a primeira vez que sentia algo (ainda que fosse muito pequeno) por outro rapaz desde que comuniquei "oficialmente" ao Atrevido: Não quero mais curtes.

 

Da última vez que o vi ia chocando com ele e quando olhei para ele senti um vazio, uma sensação tã desagradável como nunca tinha sentido.

 

Da última vez que falei dele, até fiquei com a boca azeda. E com aquele sabor parecido ao com que tinha ficado depois de tê-lo beijado.

 

Estava a levar demasiado a sério este "amor não correspondido", a ser muito emotiva, a sentir as emoções à flor da pele. Talvez fosse uma ilusão e a minha cabeça me fizesse pensar que sentia estes sentimentos cada vez que me lembrava dele ou simplesmente o via.

 

Mas quando vi o rapaz no supermercado e fiquei com aquela "panca"...Senti-me feliz, porque julgava que ia levar muito tempo, até eu esquecer o Atrevido  e sentir alguma coisa de parecido por outro rapaz."Ainda há esperança",pensei. E fiquei toda contente quando me pediram para ir buscar rissóis, era uma óptima oportunidade para observá-lo de mais perto. Quando fui colocá-los dentro do carrinho das compras, voltei-me e parecia que ele estava a olhar para mim... Ou seria para os iogurtes atrás de mim?

 

Os olhares pregam partidas, só quem os "dirige" é que sabe realmente para onde está a olhar.

 

Beijos,

Uma Rapariga... com esperança.


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publicado por uma rapariga... às 21:51 | link do post | comentar | ver comentários (6)

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