Sábado, 29 de Novembro de 2008

 

 

Há séculos que não lia um livro novo, recém comprado com folhas ainda por folhear, capa e lombada ainda lisa sem dobras...  Já estava cansada de ler os mesmos livros, só que ultimamente voltou ao de cima aquela vontade de "investir a minha mesada em literatura".

 

Como hábito fui até a uma livraria ou outra, passear entre os livros e ver se algum me chamava a atenção, depois espreitar os preços... Nos dias seguintes de vez em quando lá passava outra mais uma vez para verificar se havia promoções ou não, que livros é que ainda havia... Aproveitei um desconto de natal e levei logo o livro que eu "andava a namorar" : A filha da minha melhor amiga.

 

Em 4 dias "devorei-o" e foi um dos livros que gostei mais. Apesar de não me sentir muito identificada, acabei por simpatizar com as personagens, revi-me um pouco nelas e envolvi-me por completo na história. Ri... e chorei.

 

Mas para chorar.... Devo ter levado um hora até o fazer... Apetecia-me chorar mas não consegui fazê-lo logo... Cheguei  à parte em a enfermeira diz a Ryn que a Adele morreu, continua a ler fico com um nó na garganta cada vez maior, uma tristeza começa a invadir-me... Marquei a página e pousei o livro. Fiquei sentada. Precisava mesmo de chorar, mas as lágrimas teimavam em não aparecer. Dei voltas pela casa. Tinha de me libertar da angústia, deixei de esconder as minhas emoções.

A verdade é aquela parte tinha trazido ao de cima os meus maiores medos: O de perder alguém e me sentir sozinha sem uma parte de mim.

 

No fundo via as pessoas que mais gosto como uma pirâmide, apoiámos-nos uns aos outros, uns são o suporte e a ligação entre outros. E se alguém desaparecesse a pirâmide ia-se a baixo e se fosse alguém mais próximo ou seja da base, tudo ia ser pior, começar tudo de novo, teria de crescer ainda mais depressa, seria responsável por alguém mais novo, como a minha irmã por exemplo...  Não iria saber lidar sem alguém que estivesse sempre ali e de repente...já não estava.

 

Eram vários factores... Sentia que devia de ajudar mais a minha mãe cá em casa, agora com o horário da noite e as colegas de férias ela trabalha mais horas, logo mais cansada, mas sempre de um lado para o outro a fazer alguma coisa cá em casa. Eu só queria que ela chegasse a casa com as coisas já arrumadas por mim e que só se sentasse e não fizesse nada. Sentia-me culpada e achava que devia ajudá-la mais. Mas talvez só estivesse a ser demasiado exigente comigo mesma...

 

Enquanto pensava em tudo isso as lágrimas começaram a cair aos poucos e quando chorei tudo o que tinha a chorar senti-me melhor. 

 


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publicado por uma rapariga... às 21:50 | link do post | comentar | ver comentários (13)

Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

 

Querido diário:

 

Hoje foi um dia bom. Madruguei para apanhar o 1º autocarro do dia (o segundo vem sempre cheio), tomei o pequeno-almoço a caminho da escola. Simples coisas que me custavam fazer todos os dias, mas que hoje são a minha parte do dia preferidas. Agora que já não tenho estudo é que me dá para ter saudades disso... Cheguei à escola bem acordada e animada.

 

Em Desenho agora estamos a dar a figura humana, o que implica uns ficarem a fazer de modelos, muito quietinhos como estátuas, outros a tirarem medidas e a desenharem. Isto provoca algumas gargalhadas tanto de uma parte como doutra, porque em vez de levarmos a sério, (inevitavelmente) basta olharmos uns para os outros e rimos feitos estúpidos. Também é um bocado chato para o pessoal que não gosta de ser observado e o centro das atenções, mas com a risota até se esquecem do que não gostam.

 

Recentemente em vez de ficarmos espalhados pela sala, ficámos dois a dois numa mesa em frente ao outro e desenhámos o outro. Ou seja, ainda pior... gargalhadas, conversa, sorrisos e olhares a triplicar. Calhou-me ficar com um rapaz que já foi meu colega no 8º ano, eu achava-o parvo, agora acho-o simpático e querido. Foi uma hora bem passada com sorrisos à mistura e... nem consegui tirar as medidas... ficaram todas trocadas, assim como o rosto e olhos, nariz, boca, etc que não encaixavam...

 

Vi o Atrevido e só me apeteceu enfiar-me num buraco. Cheguei a um ponto em que já não posso com essas tretas de só "falar" com alguém por SMS e MSN. Depois pessoalmente nada, nem um "Olá", somos desconhecidos, "não aconteceu nada"... Bazou e lixou-se para mim...  é isso que me magoa mais. Espero bem não ter mais nada a ver com ele.  Longe da vista, longe do coração... o estar longe ajuda a esquecê-lo.

 

 

 

 

 

 

 

Depois do almoço o sono começou a pesar e adormeci breves minutos na aula de código.

 

À tarde fui ter com a "Filipa" e a "Guitarrista". E prontes, lá se foi 50% do meu cérebro (é uma maneira de dizer que quando estou com os amigos parece que sou criança outra vez), passei o tempo todo com elas a dizer parvoíces e quando lhes contei qual é que era o rapaz que me tinha calhado desenhar, troquei tudo: alcunha, nomes, apelidos e disse foi o nome do 1º rapaz que gostei. 

- Foi o **** ! O ***** ... Não, só posso estar a delirar! Por que raio é que falei nele agora? Fogo, eles têm nomes parecidos...

(Lá está não há amor como o primeiro, passado 4 anos ainda me lembro)

Enganei-me não sei quantas vezes, o nome do rapaz estava mesmo ali escrito na minha cabeça, debaixo da língua mas eu só dizia era o nome do outro. Foi preciso um esforço da minha parte para corrigir o meu engano. A "Filipa" também não estava com os parafusos todos, cada sms que mandava escrevia um "prego". Ou estava num dia não, ou então era o destinatário das mensagens que a punha assim. De nós três, a "Guitarrista" era a que tinha mais juízo.

 

Para a "Filipa" foi mais um dia de sorte, ela foi perguntar a um amigo quem era o rapaz X que estava a jogar com ele e não é que o X vai-se sentar ao lado dela e começam a falar?

Só que com tantos pretendentes, uma rapariga gira não quer saber de nenhum. Ela é mais realista, "tradicional" do que eu, depois da última relação não se convence tão facilmente.

 

Beijos, Uma Rapariga


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publicado por uma rapariga... às 22:52 | link do post | comentar | ver comentários (4)

Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Com maus hábitos:

 

 

2a - Acordei às 14:00 h.

 

4a - Mal cheguei a casa fui para o computador, perdi a noção das horas e esqueci-me de jantar.

 

Jantarinho: Copo de leite e bolachinhas.

 

Sábado - Dormi quase 12 horas, acordei era uma da tarde

 

 

O que destesto mesmo é acordar a essas belas horas, fico mole sem vontade de fazer nada.

 



publicado por uma rapariga... às 23:55 | link do post | comentar

Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

Querido diário:

 

Por mais tentador que fosse ter dois rapazes interessados em mim... Acabei de vez com aquele "joguinho" de estar a dar esperanças aos dois e contei ao outro rapaz que gostava do Atrevido, na verdade nem foi preciso dizer, porque ele percebeu logo. Ele merecia saber... E ficou a saber. No início foi um bocado frio e ficámos sem falar, mas a amizade que tinhámos parece "florescer" aos poucos...

 

Quanto ao Atrevido, marquei um "encontro" com ele ou melhor uma curte. Precisava de estar pessioalmente pessoalmente com ele para esclarecer de uma vez por todas se realmente gostava dele ou se era um fascínio. Se os beijos fossem bons gostava, se não sentisse nada não gostava dele.

 

Por mim tinha feito as coisas de outra maneira, mais devagar, com mais calma, começando por conhecê-lo e ver se havia química entre nós. Mas ele não estava interessado nessas cenas, tinha metido na cabeça que queria curtir comigo. 

 

Com o passar do tempo, à medida que me cruzava mais com ele e o via.. a vontade de o agarrar, tocar, beijar crescia... e a ideia de curtir com ele agradava-me cada vez mais.

 

Faltava-me coragem para aparecer. Adiava, adiava, dava desculpas e adiava. Até que chegou um dia que pensei para mim: "Se não for hoje, é amanhã! Não adio mais!"

 

Só de pensar ficava nervosa, e desmarquei mais uma vez . Ele perguntou-me se eu estava a brimcar brincar com ele.  Respondi que estava cheia de dúvidas, já não sabia se queria ir ou não. O Atrevido pediu-me então, uma decisão definitiva.

 

Decidi ir. Afinal o que tinha a perder? Era a primeira vez que um rapaz estava interessado em mim e logo aquele giraço que eu gostava. Era um bónus para mim. Arrisca! Se te arrependeres ao menos pensa que ao menos tentaste e  arrespendeste de algo que fizeste!

 

Por sms combinamos encontrar-nos no local X e na hopra  hora Y. Mandou-me várias sms a descrever os passos e movimentos que dava, certificava-se de que eu não me cortava novamente.

 

Chegeui Cheguei primeiro e quando o vi, vá-se lá saber porquê, revirei os olhos (Reacção estúpida)

 

Atravessamos a rua, afastados um do outro para que ninguém suspeitasse de nada e caminhámos em direcção a um parque de estacionamento. Entrámos. Espreitámos à nossa volta, olhámos por cima do ombro. Ninguém à vista.

 

Atirámos as mochilas e os casacos para um canto. Olho para ele e dou um suspiro...  Ele encosta-me à parede e avança... Esperava o contacto dos lábios dele com os meus. Para minha surpresa ele enfia-me logo a língua pela garganta a baixo.

 

" Porra, o que é que é isto?"

 

Muita língua, muita baba... Fecho os olhos e tento apreciar o momento. Parece melhorar um pouco, mas os beijos continuam a não me agradar.

 

Lembro-me de repente de um episódio que uma amiga minha me contou acerca de um ex-namorado que beijava mal e abria demasiado a boca. Estudei a minha situação e achei que quase nem abria a boca, abri-la mais e comecei a mexer a minha língua.

 

Entretanto começámos aos apalpanços, foi agradável e apimentou um pouco a situação, não me senti envergonhada nem nada, pelo contrário. Mais língua, mais baba.. Estivemos nisso uns 5 minutos ou poucos mais, saímos e cada qual foi para o seu caminho.

 

Eu fiquei parada a olhar para ele, tive vontade de lhe pedir um beijo ou simplesmente avançar e beijá-lo, mas não tive coragem…Ele seguiu viagem e nem voltou a pôr a vista em cima de mim.

Senti-me uma P...U... Afinal, era só isso que tinhamos combinado: uma curte. Por isso não valia a pena fazer filmes por ele não me ligar nenhuma.

 

Os beijos foram uma desilusão... o resto foi bom. Mas o raio dos beijos... Fogo... Até  o primeiro beijo que dei na pré-primária me soube melhor... É ele que beija mal? Sou eu que já não sei beijar? O tamanho das nossas línguas é incompatível? Não sei o que é que falhou, mas nem houve tempo para eu tentar de outras maneiras. Levei o tempo a pensar nisso, a verdade é estava cheia de expectativas e até tinha sonhado com isso.

 

Quanto mais pensava, menos agradável me parecia, mas continuava desiludida. E o mais irónico é que me apercebi de que os beijos foram uma porcaria mas apesar disso eu gosto mesmo dele e vou continuar a gostar quer beije bem ou mal, seja qual for a maneira dele ser e agir.

 

Beijos,

Uma Rapariga…

 

 

P.S: Alguém tem dicas para melhorar os linguados?

 


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publicado por uma rapariga... às 20:47 | link do post | comentar | ver comentários (10)

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